sábado, 18 de fevereiro de 2012

Luna, Apolo e Adriana

Finalmente um livro brasileiro me tirou o fôlego mais uma vez. Há tempos que eu estava de olho nele, procurando na internet pra comprar, checando se o preço tinha diminuído, namorando a sinopse... Ontem eu finalmente encontrei na biblioteca mara do colégio onde estou trabalhando, e tchum, peguei emprestado e comecei a ler no mesmo minuto. Se deixassem eu não parava de ler nunca. Mas como eu tive que parar (muitas vezes), só terminei de ler ainda agora. E já quero ler de novo!
A Adriana Falcão tem esse jeito de escrever que é de encantar qualquer alma sensível. Uma linguagem inventada por ela, cheia de detalhes, de simplicidade, de imaginação, de criatividade, de vida. Um jeito de capturar a gente fácil, fácil.
O primeiro livro que eu li dela foi o "Pequeno Dicionário de Palavras ao Vento", citado várias vezes nesse blog, em diários e cartas, em conversas digitadas e faladas. Curiosamente, achei essa preciosidade no meio de dicionários de línguas, dicionários aurélio, livros de lingüística e coisas afins. No mesmo dia eu achei outro livro que, para meu atual arrependimento, não comprei quando tive a chance. Mas isso é outra história.
O segundo livro escrito por ela que caiu nas minhas mãos foi "A Máquina", romance curto e lindo, que a Doda me presenteou dizendo que precisávamos ter aquela intimidade com o tempo. Hoje, "A Máquina" (competindo com a "Momo") é um dos meus preferidos e me acompanha nas minhas andanças, pra ser relido de novo e de novo sempre que eu tenho saudade. Já saiu até filme, mas eu não vi não. Prefiro as ilustrações e as imaginações que o livro me dá.
Criticada e devidamente defendida, Adriana lançou há alguns anos "Luna Clara e Apolo Onze", não o terceiro livro dela, mas um dos livros infanto-juvenis mais extensos lançados no país. Com poucas - mas lindas - ilustrações em preto e branco, a história é direcionada ao público infantil que já consegue acompanhar histórias de muitos personagens, e ao público adolescente, que gosta de aventuras e romances, e ao público adulto, que gosta de aventuras, romances e histórias com muitos personagens.
Uma narrativa não-linear, com narrador observador, com diálogos diretos e indiretos, com personagens únicos, que vivem em um mundo cheio de estranhas coincidências. Uma homenagem ao amor perseverante, à amizade perseverante, à individualidade e à originalidade. E uma homenagem bem-feita. =)
Minha cabeça já pipoca com idéias para usar o livro em sala de aula, o Colorindo Sonhos que me aguarde!
Pra quem quiser dar uma olhada, vá até a melhor biblioteca mais próxima, até a livraria mais completa ou acesse o site da  Estante Virtual, que oferece o livro a preço de livro usado (porque é mesmo).
E boa viagem! =D

Um comentário:

Katon disse...

Hmm! Já tinha lido Luna Clara e Apolo Onze e você tirou as palavras da minha boca ao descrevê-lo!