terça-feira, 21 de julho de 2009

nostalgia à la carte

campanha aberta: leiam seus emails antigos!





Quatro anos atrás eu trabalhava em uma loja no Iguatemi, a Imaginarium. Faco propaganda mesmo, porque amo essa loja de paixao. <3

Conhecia muita gente e encontrava muita gente trabalhando lá. Um belo dia, aparece um moco (môSSo) pedindo uma T-shirt. Achei engracado ele falar assim, T-shirt, apesar de todo o resto da frase ter sido em português. Perguntei por quê. Descobri que ele era português, que estudava na Alemanha, e estava fazendo intercâmbio no Brasil. Recém-chegada no mundo da Germanística, me interessei logo pelo papo e contei que estudava alemao na Ufpa. Ele quis falar alemao comigo, há, mas quando, eu tinha feito só o primeiro nível, morri de vergonha e nem tentei. Mas peguei o contato dele na Alemanha, que ele escreveu com caneta bic num cartaozinho da loja.
Na mesma semana trocamos emails, ele me convidou pro aniversário/festa de despedida dele, que eu faltei, por pura vergonha de aparecer lá sozinha. Besteira minha, claro. Mas depois de uns emails, perdemos contato.

Até que semana passada eu resolvo puxar meus emails da minha antiga conta no yahoo para minha conta no Gmail, porque morro de preguica de checar os emails no yahoo, e até hoje tem gente que escreve pra lá (parem, por favor!!). A brincadeira deu no seguinte: o Gmail puxou absolutamente TODAS as mensagens do email do Yahoo, e o pior, todas como nao-lidas, de modo que eu fiquei com umas três mil mensagens nao-lidas no meu Gmail, e lá me pus a deletá-las/arquivá-las/lê-las etc. Achei umas boas pérolas. Alguns e-mails eu reli e respondi de novo, alguns eu encaminhei pro dono, pra lembramos juntos daquela época, outros eu li e só. E achei um do tal do português, onde ele dizia que já tinha percebido que os brasileiros sao furoes. =P Olha nossa fama, gente...

Resolvi escrever pra ele. Nao sabia se o endereco era o mesmo, nem se ele ia lembrar de mim, se ele ia me achar louca, e se achasse, e daí? Pagar mico eletrônico nao dói. No email eu perguntava se ele ainda estava vivo, se aquele ainda era o mesmo endereco, e se ele estava morando no Brasil, na Alemanha ou em Portugal. Dizia que estava morando, finalmente, na Alemanha, em Hamburgo, por um ano. Só.

Pouco tempo depois ele responde perguntando, "o que você está fazendo aqui em Hamburgo?" (notem o aqui.)
=O! OMG!

A vida é muito engracada, nao é??
Conheco o menino na minha cidade, furo com ele e quatro anos depois venho morar na mesma cidade que ele do outro lado do mundo, sem nem suspeitar que as coincidências nao param por aí.

No longo encontro de hoje, assunto nao faltou. Para mim, uma diversao. Para ele, uma nostalgia. Falamos de Belém, da Cairu, do Café Imaginário, da Pizza de Jambú, dos nossos enderecos antigos. Eu morava na Timbiras, entre Apinagés e Tupinambás. Ele morava duas ruas depois, na Sao Miguel, entre Apinagés e Tupinambás. Ele saía com a Terena, a Marília, amigas da namorada dele e dos meus amigos. Ele fazia Psicologia na Unama, numa turma que provavelmente foi a minha 2 anos antes. Os nossos professores eram os mesmos e a tia Andréa (Pontes) chegou a ir na casa dele pra jantar. Belém é incrível e cada vez mais me surpreende. E surpreendeu a Bianca também, que acompanhou a nossa noite de pizza e sorvete com direito a vista para o Alster.

Tudo bem, ele é português, ou seja, mais uma pessoa em Hamburgo que eu conheco, com a qual eu NAO vou falar alemao. Mas ele conhece pessoas alemas pra me apresentar, e mesmo se nao conhecesse, ele é tao legal que ter furado com ele quatro anos atrás valeu a pena, só pra que eu hoje tivesse uma história legal dessas pra contar. =D

Um comentário:

Julia disse...

amiga, a legend desse texto deveria ser: "Realmente comprovei: Blém é um ovo de codorna!"...bjocass