quinta-feira, 29 de abril de 2010

emaranhado

No carro, eu e ele, indo pra casa. Eu com a minha mania de olhar placas de carro e descobrir significados, me deparo com a placa do carro em frente ao nosso e caio na gargalhada. Qualquer um que olhasse acharia que eu estava rindo do "69" duplo, mas ele não. Ele entendeu que não era só isso. É tão bom não precisar explicar tudo o tempo inteiro...

No cinema, vendo a Alice, ele começa: "o gato é aquele cara que canta uma música ridícula naquele filme que você gosta". Como eu não reconheci?? "É?", perguntei, e ele "você sabe de quem eu tô falando?"... claro que sei. Com uma descrição dessas, como eu não saberia? Ele riu. A gente se entende, mesmo. E continuamos a brincadeira-nerd-preferida (ou uma das): adivinhar os atores que dublam os desenhos animados.

Antes de dormir falávamos de fulana, uma amiga em comum (raros não o são), e de repente ele pergunta, a ciclana ainda está na Ufpa? Nada a ver fulana com ciclana, por que ele lembrou dela? "As duas usam o sutiã do mesmo jeito..." Ah, tá, entendi.

Nos livros, nos filmes, nas músicas, ele aprendeu como a minha mente funciona: embaraçada, emaranhada, uma coisa liga a outra que leva a uma terceira, e pula pra quinta e sai em disparada. E não é que aprendeu a fazer isso também?

Vantagens da famosa pergunta que permeia inícios de namoro: "o que você está pensando?" Um dia paramos de perguntar. Uns param porque já não se interessam mais. Nós paramos porque agora conseguimos adivinhar.



No dia do carro, quis tirar uma foto e, sentindo que não ia dar tempo,
ele dobrou na rua errada só para seguir o carro e eu conseguir tirar a foto.

2 comentários:

tagskie disse...

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Lídia disse...

Vocês são uns lindos, isso sim!