quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Primeiro fim de semana em Hamburgo - Sexta feira.

Um amigo me disse uma vez que Hamburgo era um saco, que nao tinha nada pra fazer. Descobri que ele só disse isso provavelmente porque queria que eu fosse pra Munique com ele. kkk
O centro de Hamburgo é absolutamente repleto de bares e restaurantes, e boates e teatros, pra tudo quanto é gosto! Só precisa saber pra onde ir.
Tem uma área da cidade que a Manuela disse ser um Red Light District, que seria o lugar com a maior quantidade de prostibulos por metro quadrado. Antigamente era só prostibulos. Hoje o lugar é lotado de bares e casas noturnas, e à noite fica apinhado de gente e de luzes.
Na sexta feira passada, que foi quando Luca foi para a casa do Pai passar a semana, Willi e Manuela me levaram a um tour pela cidade. Combinamos de nos encontrar na estacao principal de trem, a famosa Hauptbahnhof (leiam raupt ban rôf). Entao, saí de casa para pegar o trem das 19h26. Saí mais cedo, claro, porque nao sabia quanto tempo levaria para chegar lá. Saí cedo demais. Cheguei na plataforma às 19h mais ou menos... As pessoas aqui, sabendo a que horas o trem passa, nao se dao ao trabalho de chegar na plataforma nem cinco minutos antes. Dá um minuto pro trem chegar, é que vem todo mundo. Entao fiquei só eu e deus na plataforma vazia, morrendo de medo porque tava escuro, frio, e eu estava com o celular do Willi, que ele me deu caso nos desencontrássemos.
Vocês já sabem que nao tem essa historia de catraca né? Nem guardinhas pra vigiar qualquer coisa. Entao, tudo bem, cada um com sua consciencia de comprar o bilhete e leva-lo consigo, mas e se tivesse um assalto na plataforma? Nao tinha ninguem pra dar seguranca!! É, entao vai ver essas coisas sao raras mesmo por aqui....
Bom, peguei o trem, muito atenta e concentrada, pra nao perder a parada, apesar de a minha parada ser a última.
Cheguei à Hauptbahnhof (enooorme) e tentei seguir o mapinha que Willi tinha desenhado pra me mostrar onde ficava o Estacionamento. Era mais dificil do que eu imaginava, mas mais facil do que eu era capaz. Hohoho...
Foi sincronizado, no segundo que eles chegaram ao estacionamento eu cheguei também.
Fomos para um restaurante para o qual nao tinhamos reservas. Eles disseram que é um restaurante onde é basicamente impossivel conseguir uma mesa num fim de semana sem ter feito reserva uma semana antes. Mas fomos mesmo assim, nao custa nada tentar.
Demos sorte! Muita sorte: além da mesa, tinha uma vaga pro carro BEM na frente do restaurante! Quando estavamos do outro lado da rua, Manuela viu a vaga e saiu do carro pra ficar em pé na vaga guardando o lugar. Hahaha... "Nao poderiamos conseguir uma vaga melhor do que essa nem que a rua estivesse vazia."
Entramos, e o primeiro aviso que me deram foi: esse lugar é conhecido por ser o restaurante mais barulhento da cidade. De fato, era muita gente, todas conversando, e ainda tinha musica de fundo, musica eletronica!! Num restaurante chique! Esse povo tem cada uma..
O garcom trouxe os menus, e eu nem olhei o meu, crente que nao ia entender nada, e eles fossem escolher um prato pra dividirmos.
Eles olharam pra mim e falaram: "acho melhor vc ver o menu. Você tem que escolher o que vai comer!" Nao existe essa historia de dividir. É um pra cada um, cada um come o seu, e só os casais dividem as sobras. E pensam que é só pedir um espaghetti e está tudo em ordem? Ahn-ahn. Tem pré entrada, entrada, prato principal e sobremesa. Quem quer saber em alemao, é "2 Vorspeise, hauptspeise und nachtisch". E vinho, e água com gás. Eu estava pra explodir.
A comida era ótima, os garcons eram italianos, a conversa foi maravilhosa, e saí de lá mais que satisfeita. Pensei que íamos pra casa, claro, mas de repente o Willi entra com o carro num estacionamento de Hotel. "Onde estamos?" "Ah, se dermos sorte, vamos entrar num bar que tem no último andar desse Hotel. Mas é fim de semana, e fica muito lotado." Mas nao custa nada tentar.
Era nosso dia de sorte, pelo visto. O bar estava lotado, mas nao insuportavel. O ambiente era pequeno, com musica alta, umas mesas altas espalhadas e alguns bancos altos tambem. As paredes em volta eram de vidro. Lá fora, Hamburgo.
A vista era linda, a cidade iluminada, o rio, os barquinhos... A garconete chegou, perguntando o que iriamos beber. Manuela olhou pra mim "Diana, caipirinha?"
Isso mesmo.
Vim pra Alemanha pra tomar caipirinha. Uma capirinha estraha - copo enorme, gelo pequeno, limao quase inteiro dentro do copo, bebida MUITO forte.
Mas tomei tudinho. Tava meio tonta no final, mas tudo bem. A altura do lugar também ajudou.
A conversa girou em torno das construcoes que estavamos vendo lá de cima, com algumas historias engracadas.
Tem uma área no Rio onde antigamente eles construiam navios. Hoje em dia eles consertam navios muito grandes. Os navios sao tao enormes que só pra coloca-los no lugar pra serem consertados demora mais de duas horas. É um evento, todos param pra olhar, e quando terminam a manobra todos batem palmas, soltam fogos de artificio! Muito bizarro.
Há uma outra área, na margem do rio, que hoje é um estacionamento. No verao, aquele estacionamento vai receber um monte de areia, e vai virar uma pequena praia! Mas as pessoas nao vao poder tomar banho no rio, vai ser uma praia no meio da cidade, certcada por barcos carregados de produtos, onde as pessoas vao se deitar, pegar um bronzeado e tomar uma caipirinha. Nao é engracado?


A cidade desfocada, vista lá do Bar.

2 comentários:

Julia Leão disse...

Adoro quando escreves bastante. Adoro ler tudo, como tá sendo, adoro. E me divirto também! :)
Ainda mais quando tem foto. Põe maaaaaaaaaaais :~

Te amo!!
Fizeste muita muita falta em Salinas..
:**

camila disse...

faço das palavras dela as minhas.
comprei brincos a tua cara..=D
saudadeeeeeeeee!